Na fase de conseguir os documentos para o Master, a carta de recomendação costuma gerar algumas dúvidas. Embora não seja um item obrigatório para quem se candidata via Campus France, ela é um diferencial de peso. Já para quem aplica diretamente pelas plataformas Mon Master, E-Candidat, e para aqueles que pretendem fazer candidatura independente ela é frequentemente exigida. Abaixo irei listar as melhores formas de solicitar a sua carta de recomendação. Vem comigo!
Incialmente, para solicitar sua carta aos seus professores, o primeiro passo é o contato. Envie um e-mail detalhado para os docentes mais próximos da sua graduação. Para garantir uma boa carta, é importante que você seja específico: Explique que o objetivo é o mestrado na França, mas não especifique o nome de uma universidade ou curso único, já que você provavelmente concorrerá a várias vagas utilizando o mesmo documento.
Além disso, refresque a memória do docente, porque professores lidam com centenas de alunos. Assim, relembre quem é você: mencione projetos que desenvolveu, discussões marcantes em aula ou interações produtivas. Isso evita que a carta fique genérica e faz com que ela vire um diferencial. Por fim, crie uma estratégia de escolha, desta forma priorize professores de matérias onde você obteve notas altas e, principalmente, que lecionem disciplinas relacionadas ao mestrado pretendido. Se não for possível unir os dois, priorize quem conhece melhor o seu trabalho acadêmico, ou aqueles com que você teve mais afinidade.
Além disso, muitos alunos me perguntam se somente professores podem redigir e assinar suas cartas de recomendação, ou se isso pode ser solicitado também para chefes de trabalho. Na França, o meio acadêmico valoriza muito a opinião de outros professores. No entanto, chefes e supervisores podem escrever a carta, especialmente se você está em transição de carreira ou já está no mercado de trabalho há muitos anos. Para além, carta de professores da pós-graduação e MBA são excelentes escolhas, às vezes até mais fortes que as da graduação, pois mostram um amadurecimento acadêmico mais recente.
Por fim, não veja a carta apenas como uma burocracia, mas como uma ferramenta estratégica. Ela é o documento que dá credibilidade ao seu storytelling (sua história), transformando sua experiência em evidências reais de competência. Por isso, ao alinhar as palavras de seus mentores com os seus objetivos na França, você deixa de ser apenas mais um candidato e se torna a escolha óbvia para os recrutadores.

